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domingo, 17 de novembro de 2019

Volte para casa


          Ele havia desmoralizado o pai, havia desmoralizado a família; havia desmoralizado os de sua cidade...
          O ato que fez foi de muita vexação: como se tivera dado um tapa na cara de seu pai, em presença de todos. Um ato vexatório, sem precedentes na história da família. “Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence que eu vou me embora. Dá-me o que é meu porque eu já estou indo!” Ele não trabalhara para adquirir o que ele estava pedindo, pedindo não, ele estava exigindo. O pai divide pelos dois filhos a herança.
          O pai, um patriarca antigo cujo respeito era obtido de todos, agora passa por essa vexação. Dias depois ele, o filho mais novo, sai de sua casa rumo a uma cidade distante. Deixa a casa paterna para viver dissolutamente longe do lar. Assim muitos já fizeram, deixaram a casa dos pais para viver distante deles. O desejo era viver livre de qualquer intromissão do pai, viver ao seu bel prazer. Viver sem que ninguém soubesse de como ele estava vivendo.
          Nessa liberdade se vê só, sem auxílio de quem quer que seja; e nessa situação se vê sem nada, tendo perdido tudo. E, diante da fome, precisa de emprego e não encontra, se não um de cuidar de porcos, uma humilhação jamais vista; pois para um judeu é a pior coisa que podia acontecer. Com fome, resolve disputar com os porcos a comida e ninguém lhe dava nada! Assim é o que acontece com todo aquele que deixa a casa paterna e se vai pelo mundo afora. Passa fome, vida apartada de Deus é vida de fome terrível e de morte espiritual.
          No momento, esse jovem cai em si e diz: “quantos empregados de meu pai tem abundância de pão e eu aqui passando fome, levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faz-me como um de seus empregados.” Que decisão sábia: voltar para casa. Essa é a mais sábia decisão a ser tomada.
          Volta para casa; em casa do pai há abundância de pão. O pai sabia que um dia o filho voltaria; e nunca deixou de o esperar. Todos os dias ficava a contemplar a estrada para ver concretizada a sua esperança de vê-lo de volta. Um dia esse pai, certo de que o filho voltaria, vê em andrajos um ser vindo em sua direção. Esse pai amoroso corre em direção desse filho. Lembremos de que ele era um patriarca e usava roupas compridas, e para correr precisava levantar essas roupas, deixando assim aparecerem suas pernas, coisa não comum pois os patriarcas das famílias nunca mostravam suas pernas, então teve de passar vergonha mais uma vez, agora para receber o filho de volta ao lar.
          Você não precisa voltar ao lar, se não quiser pode continuar a disputar com os porcos a comida. Mas, o pai o espera, volte e seja feliz de novo em sua casa.

domingo, 27 de outubro de 2019

Achei resgate!


          O homem tinha sido vendido ao pecado! O pecado fê-lo sequestrado do inimigo. Estava na mão de satanás, o príncipe deste mundo. Não tinha como se libertar por conta própria. Era um preso irreversível! O maligno o tinha em sua mão. Sequestrado e preso, sem saída que o pudesse libertar. Num cativeiro sem fim; pois era um cativeiro eterno! As consequências do pecado são consequências eternas: “a alma que pecar, essa morrerá”, diz o texto sagrado (Ezequiel 15:4).
          Aqui não se trata de cessação da vida; morte aqui é separação eterna de Deus. O homem sem Deus está morto. Quem pagaria o resgate? Quem teria o suficiente para efetuar o resgate? Em quem seria o castigo do pecado, alguém sem mácula, alguém sem pecado. Alguém santo, puro para diante de Deus dizer: “já paguei por este pecador” (Jó 32:24). Não há como continuar cobrando de alguém uma dívida que já foi paga; o diabo não pode colocar sobre você algo imerecido. Ele não tem o direito. O seu resgate foi pago ali na cruz do Calvário! O homem sem Jesus está na mão do diabo, até tomar ciência que o resgate já foi pago. Jesus nos resgatou! “Agora, nenhuma condenação há, para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1) que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.
          Andar segundo a carne aqui não quer dizer carnalidade, mas andar no seu próprio modo de viver. Temos de andar no Espírito: isso quer dizer que devemos andar de acordo com a palavra de Deus. Jesus disse: as palavras que eu vos digo são espírito e vida (João 6:60-69).
          Palavra de Deus, palavra viva e eficaz, palavra que traz vida e é eficaz na realização de sua obra. “Toda palavra que sair da minha boca, não voltará para mim vazia; antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Isaías 55:11). A palavra da cruz do Senhor; palavra de vida eterna. Ali na cruz o Senhor trouxe-nos a vida. “O salário do pecado é a morte”. O homem tinha que morrer e mesmo assim não quitaria a sua dívida para com Deus. Mas o Senhor pagou o resgate e lhe trouxe a vida. Disse Jesus: “Eu vim para que tenham vida a tenham com abundância” (João 10:10). Vida com abundância só em Jesus.
          Fora dEle, não há vida; só morte. Ele, Jesus, o resgate que Deus preparou como a solução; como resposta ao homem perdido.
          Achei resgate, Jesus resgatou-nos de uma vez. Somos resgatados do Senhor “assim voltarão os resgatados do Senhor: com alegria, gozo e paz haverá sobre suas cabeças e deles fugirá o gemido” (Isaías 51:11-21).

domingo, 20 de outubro de 2019

Perfeito juízo

Hoje, nas grandes cidades e em tantos outros lugares é muito difícil ver alguém que tenha perfeito juízo. Vivemos num mundo hostil, onde satanás e seus asseclas perturbam os homens de tal maneira que muitos, ou quase todos, perdem o juízo.
O relato bíblico nos dá conta de um homem que atormentado pelos maus espíritos vivia em sepulcros e nada o podia deter: nem grilhões e cadeias e muito menos alguma pessoa, nada o podia deter. As pessoas ao passarem por ali tinham que desviar-se dele. Era terrível! Só que uma pessoa não se desviou dele: Jesus. Na verdade Jesus quis ter um encontro com ele. E teve. Ao deparar-se com o filho de Deus, o tentador que estava no referido homem logo gritou: 'que tenho eu contigo, Jesus, filho do Altíssimo, vieste atormentar-nos antes do tempo?' Esses anjos malignos sabem que um dia eles serão atormentados.
Hoje, eles atormentam os homens, mas haverá um dia em que eles serão atormentados.
Jesus não enceta diálogo com eles, e logo os manda sair do pobre homem. Os demônios logo querem um jeito de continuar naquela província e pedem que o Senhor os permita apossarem-se de porcos. Havia quase dois mil porcos passando por ali e o Senhor os permite. Nem os porcos queriam a presença maligna e logo se precipitam no mar, morrendo afogados. Que cena, porcos rejeitando a presença maligna! Mas o nosso assunto não são os porcos e sim homens; homens que nunca devem aceitar a presença maligna em suas vidas! Deveria haver uma repulsa séria contra as atividades malignas; devemos rejeitar, e em repulsa, exigir a saída do mal.
Esse homem do capítulo em pauta, na bíblia sagrada, era um homem que precisava de libertação. E, à exemplo dele, muitos hoje necessitam urgentemente de libertação. Quando vemos pessoas agindo com falta de juízo, logo concluímos que há por trás de toda ação maligna está a falta de juízo, eu diria melhor, atrás de toda falta de juízo está uma ação maligna. O homem quando ainda não teve um encontro com o Salvador, um encontro pessoal, esse homem está nas mãos do maligno. Mas, quando ele se encontra com o Senhor, ele passa a ser uma nova criatura, livre dos ataques do inferno, uma pessoa vitoriosa, uma pessoa renascida em Cristo: isso sim é libertação; isso sim é ter uma nova vida, é ser uma nova criatura e como consequência uma pessoa que tem, como diz as  escrituras, perfeito juízo.
Queres viver em perfeito juízo? receba Jesus em sua vida e serás liberto. Este relato encontra-se no livro de Deus, Marcos capítulo cinco.

domingo, 6 de outubro de 2019

Fé II

O texto que vamos apreciar é, com certeza, a carta aos Hebreus, capítulo 11. A chamada galeria dos heróis da fé. Ali o Espírito Santo nos ensina coisas tremendas, que se aprendidas, nos darão um caminho pleno de sucesso!
O seu início é estupendo: "Fé é o firme fundamento das coisas que se espera e aprova, das que se não veem". Convicção de fatos que se não veem, fatos que não estavam presente ainda, em nossa dimensão, que ainda não foram materializados mas que serão a medida que sustentarmos a nossa fé. Mas, nós invadimos o mundo espiritual e materializamos as coisas que pela fé almejamos, porque por ela os antigos alcançaram testemunho: pela fé os antigos receberam plena certeza que caminhar pela fé faz toda diferença.
Pela fé nós entendemos... a fé não nos ensina a entender equações de matemática, a entender algo que você ainda não aprendeu. Ela não nos dá o conhecimento de História caso não tenhamos aprendido. Mas, pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados - isso é ponto pacífico. Pela fé Abel ofereceu maior sacrifício, tendo sido aceito pelo Senhor Deus e a sua oferta até depois de morto ainda fala; a prova disso é que estamos falando de sua oferta hoje. Pela fé Enoque foi trasladado e não viu a morte, porque o Senhor o trasladara. Só a fé agrada ao Senhor.
Sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador daqueles que dele se aproxima. Abraão obedeceu pela fé e saiu de sua terra, para uma terra que não conhecia, mas a receberia por herança. Pela fé habitou em cabanas com os outros patriarcas Isaque e Jacó. Só pela fé alguém tão rico habitaria em cabanas! Pela fé sua esposa Sara deu à luz sendo estéril e fora de idade. Pela fé Abraão esperava a cidade cujo artífice e construtor é Deus. Mas, todos esses heróis da fé morreram sem conhecer a Salvação; foi preciso que o senhor Jesus Cristo pregasse a eles, chamados espíritos em prisão, o senhor desceu até o Hades e lá venceu o maligno, e, nessa vitória retumbante salvou a todos que esperavam pela salvação em Cristo, o Messias, prometido salvador do mundo: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna" (João 3:16). Fé no senhor Jesus faz, hoje, a grande diferença; fé nele nos livra da ira vindoura.
Mas, como conseguir a fé que tanto precisamos? A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus (Romanos 10:17). Ouçamos a santa palavra de Deus e recebamos fé, fé que certamente nos levará a uma vida plena na graça de Deus.

domingo, 29 de setembro de 2019

Eles perderam Jesus no templo

Pasmem os senhores, mas foi o que aconteceu. Perderam Jesus no templo.
Era costume que uma vez por ano fossem a Jerusalém para a comemoração da Páscoa. Todos subiam para adorar. Quem sabe até cantando. Saiam de todas as cidades circunvizinhas para chegarem ao templo. Lindo, majestoso, uma joia sem preço, incomensurável. Maria e José desceram da Galiléia de uma cidade chamada Nazaré. Levavam consigo a Jesus, uma criança de doze anos. Naquele tempo, vinham comitivas enormes, muita gente, grupos de conhecidos e familiares, uma turba grande. Após a cerimônia todos voltavam aos seus respectivos lares; em, após um dia e meio, notaram a ausência de Jesus: "será que ele está na comitiva de frente? ou entre os da comitiva de trás?". O certo é que Ele não estava com eles e tiveram que voltar a Jerusalém, ao templo para o procurarem. Em chegando ao templo, uma surpresa, Jesus estava em meio aos doutores perguntando e respondendo brilhantemente. Todos se admiravam de suas respostas; como pode um adolescente de apenas 12 anos de idade saber tais coisas? Os talminde logo cedo ficavam aos pés de mestres para aprenderem sobre a Torá. A mãe logo quer dar uma bronca: "por que fizesse isto conosco?". Jesus responde calmamente: " convém-me cuidar das coisas de meu Pai". Jesus dava ali sinais que Deus é o seu pai e não José. Mas ele voltou com os seus pais e lhes era sujeito, obedecendo-os.
Hoje, muitos perdem Jesus no templo, nas religiões, pleo caminho, perdem das mais variadas maneiras. A religião, por sua morbidez afasta as pessoas dEle. A religião é cheia de dogmas, paramentos, rituais, liturgias, que esfriam a fé a torna inoperante. Só a fé agrada a Deus. Fé nEle, em Jesus, não numa agremiação, não numa assembleia de pessoas, de gente; fé em Jesus.
Para não perder Jesus, a exemplo de seus pais e de tantos outros que acabam perdendo o Senhor, precisamos de um relacionamento com Ele, algo pessoal, vivo, operante e assim jamais o perderemos.
Vejam, perderam no tempo, uma casa religiosa de conclaves religiosos.
Não percamos a Jesus, tendo um relacionamento pessoal com Ele.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Quando te converteres

O senhor Jesus Cristo estava fazendo um trabalho sobremodo grande. Deu uma repercussão tremenda, algo quando impensável. O Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o filho de Deus ali cingido com uma toalha e lavando os pés aos discípulos. Imagine o mestre a lavar os pés dos discípulos! Mas, foi o que aconteceu; ele faz algo que muitos não conseguem entender; o próprio Pedro não entendeu: "não, a mim não aceito que o senhor lave os meus pés". Pedro era uma pessoa rude, tosco, quase beirando à estupidez. Mas não foi por isso que ele não queria se deixar lavar por Jesus. "Senhor, tu lavas-me o pé a mim?" (João 13:6). Respondeu-lhe Jesus e disse: "O que eu faço não sabes tu agora, mas tu o saberás depois" (João 13:7). Não o sabes agora, mas os saberás depois. Quando seria esse depois? Pedro não estaria pronto a saber naquele momento; ou sua cabeça ainda estava em trevas a ponto de não entender o que ali estava sendo feito. Você entenderá depois... Jesus estava se preparando para voltar ao Pai. Em breve ele voltaria, o que de fato aconteceu.
Muitos de nós, hoje, não entendemos o que é mister fazer. Jesus tira a roupa, por incrível que pareça, ele tirou a roupa e cingiu-se de uma toalha. Isso nos mostra que para fazermos o bem, para quem quer que seja, devemos nos despir de toda arrogância, toda malícia, toda insensatez. Ele cingiu-se apenas de uma toalha: isso quer dizer que cada vez que Jesus fosse lavar os pés de um discípulo, ele estava como que sem roupa! Pasmem os senhores, mas foi o que aconteceu. "Depois deitou água numa bacia e começou lavar os pés aos discípulos a enxugar-lhes com a toalha que estava cingido" (João 13:5). Lavou os pés de quase todos; faltando apenas Pedro que se negou a tal ritual; não queria, mas Jesus logo lhe diz: "se você não aceitar, não tem parte comigo" - Vejam, Pedro em sua contumaz atitude, quase perde o mestre. Por que será que Pedro não queria deixar? Jesus estava fazendo algo lindo; digno de toda aceitação... Pedro sentia-se divido entre uma coisa e outra: 'se eu deixar estarei errado, como um mestre vai agora lavar-me, sendo um ninguém?' Ele queria respeitar a hierarquia, 'jamais deixarei'. Era uma ideia que muitos tem hoje.
O Senhor não estava preocupado com isso, queria dar-lhes uma lição. Havia dissenção entre eles. Qual seria o maior no reino de Deus. Diante disso, o Senhor fez uso de uma bacia com água e cinge-se de uma toalha e mostra-lhes quem é o maior. O maior não é aquele que é servido, mas o que serve! O que eu faço não sabes tu agora, mas tu saberás depois - disse Jesus. Aí está, meus amigos, o cerne da questão - tu saberás depois; pouco depois Jesus lhes diz: "Mas tu, Pedro, quando te converteres, confirma teus irmãos" (Lucas 22:32). Ele ainda não era convertido a ponto de negar o senhor Jesus por três vezes! O que precisamos é exatamente isso: converter-nos ao senhor Jesus Cristo. Isso é evangelho. Isso é cristianismo. Isso, sim, é salvação. É vida eterna. Vida com Cristo; um relacionamento pessoal, não uma religião. Religião não salva. Só Jesus Cristo salva.

domingo, 15 de setembro de 2019

A morte de um justo

Ele nasceu de uma virgem. Fato único na história, coisa de causar apreensão em muita gente: como nascer de uma virgem? Mas foi o que aconteceu, Jesus, o unigênito de Deus assim nasceu. Sem o contato do homem. Sabemos que o homem pelo contato físico com a mulher transmite-lhe a semente do pecado. Jesus nasceu de uma virgem! Nasceu sem pecado. Nasceu puro, imaculado! Só alguém assim poderia apresentar-se ao pai e dizer: 'eis aqui venho, ó Deus, para fazer a tua vontade'. (Hebreus 10:9) A vontade de Deus é e continua sendo salvar o pobre pecador.
Ao afastar-se do Senhor, o homem conseguiu a morte espiritual; o afastamento completo de Deus. "Os vossos pecados fazem separação entre vós e o vosso Deus", assim disse o profeta Isaías no capítulo 59, versículo 1. O pecado nos separa de Deus; quando se peca, algo morre dentro da pessoa. "O salário do pecado é a morte. (Romanos 6:23) O pecado é morte. Alguém tinha que ser castigado pelo pecado da humanidade; Jesus foi a pessoa escolhida para tal. Ali na cruz do calvário Ele foi cruelmente castigado pelo pecado; no dizer da escritura, Ele foi feito pecado por nós. (2 Coríntios 5:21) Ele, Jesus, a justiça de Deus para nós; o único ato de justiça que o Senhor reconhece é exatamente o feito ali no Gólgota, ali no monte Caveira, onde o senhor Jesus Cristo deu a sua vida por nós. Ele morreu a nossa morte, posto que mesmo que morrêssemos não pagaríamos a nossa conta para com Deus.
Um justo morrendo pelos injustos. Um santo dando sua vida por pecadores obstinados; essa é a maravilha da graça divina: o inocente foi feito culpado para que o culpado se faça inocente. Só um Deus de amor poderia traçar tal plano de salvação, ninguém mais. Homens invetam caminhos alternativos para se salvar: uns pensam  no purgatório, outros em reencarnação; outros em meios paliativos, atenuantes, mas que não salvam. Salvação só em Jesus. Ele é o único caminho de volta para Deus: "Eu sou o caminho e a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai se não por mim" (João 14:6). Só Jesus Cristo salva.

domingo, 8 de setembro de 2019

Que homem é este?

O senhor Jesus Cristo havia dado para todos a Constituição do reino celeste. Havia entregue a todos a lei da liberdade, aquela que liberta o indivíduo. A lei dada por Moisés, era a força do pecado. A lei potencializava o pecado. Era a força do pecado. Pela lei ninguém foi salvo, nem Abraão, o pai na fé!
Jesus trouxe a lei da liberdade e isso sim nos liberta. Agora, um centurião chega até Jesus e salienta-lhe o seu problema. Ele tinha um servo miseravelmente atormentado por uma doença. O senhor disse: "eu irei até a sua casa e lhe darei saúde". Jesus nunca se nega a dar a cura quando solicitado; Ele já havia curado um leproso que em sua humildade disse: "se quiseres bem podes fazer-me limpo" e o Senhor o curou. Também já havia curado a sogra de Pedro que estava com febre. Agora, expulsava demônio de algumas pessoas para que se cumprisse o que disse o profeta Isaias: "ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças" (Mateus 8:17).
Agora o nosso assunto, que é a passagem pelo mar rumo à terra dos Gadarenos. O mar fica encapelado, as ondas sobem e começam a entrar no barquinho, e o texto diz que o senhor Jesus dormia. Os discípulos num primeiro momento lutam para não sucumbir; vencidos pelo cansaço, clamam ao Mestre. "Senhor, salva-nos, que perecemos" (Mateus 8:25). Eram homens afeitos ao mar. Conheciam as dificuldades do momento. Era perigoso soçobrar. Só que na hora do medo agiram precipitadamente. Deveriam fazer uso da fé e realizar o milagre e Jesus esperava isso deles, era só dizer: 'mar, vento, aquieta-te em o nome que está dormindo aí' e o mar e o vento lhes obedeceriam. Jesus o chamou de homens de pouca fé. Eles ficaram maravilhados pelo ocorrido a ponto de exclamarem: "que homem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?" (Mateus 8:27). Que homem é este? É Jesus por quem tudo foi criado, tudo o que há na terra, tudo o que há no céu, tudo. Nós estamos do lado de cá e precisamos passar para o outro lado e passaremos; mas só com Jesus passaremos certo, com o destino certo. Só ele pode nos atravessar, só em companhia dEle chegaremos do outro lado recomendados ao Pai. Sem Jesus, como chegaremos do outro lado? Só Ele pode nos conduzir à presença do Pai celestial.
Quem estiver padecendo dificuldades na travessia, precisa de Jesus, e só Jesus, ninguém mais. Ele acalma os ventos da tribulação, Ele acalma as águas do mar da vida. Só Jesus nos recomenda diante de Deus.

domingo, 25 de agosto de 2019

A lei da liberdade

Os ensinamentos que nos deixou o Senhor Jesus são de grande conhecimento; Ele ensinava não como os fariseus, mas como autoridade. Vivia o que ensinava; Ele disse que um homem havia construído a casa sobre a rocha. E sabemos que uma casa construída sobre a rocha tem fimeza, não cai. Mas, o que é construir sobre a rocha? Ele mesmo nos ensina que é aquele que houve a sua palavra e a pratica. Não basta só ouvir; ouvir é muito bom, mas temos que praticar - pôr em prática o que está sendo ensinado!
A lei da liberdade é esta: todo o ensinamento dado ali no monte onde o Senhor proferiu o sermão do monte. Nós diríamos a constituição do reino dos céus. O homem que pautar sua vida dentro desses preceitos jamais se envergonhará pois são eternos que podem nos levar aos céus.
Nesse sermão do monte, a lei da liberdade, o Senhor nos mostra como devemos viver. Há um sem número de recomendações que só nos trazem o bem. Por exemplo, Ele diz: 'perdoai e sereis perdoados', simples assim; 'amai e sereis amados'. Quando alguém ama, segundo as escrituras, não comete atrocidades como cobiçar a mulher do próximo; como roubar-lhe algo; como ter inveja do que ele tem. A inveja é uma doença maligna, ela destrói o ser humano; no dizer da escritura é a podridão dos ossos, mina a estrutura espiritual do indivíduo. (Provérbios 14:30) A lei da liberdade nos isenta de coisas nocivas como a inveja que tanto mal faz ao ser humano. Uma pessoa livre, liberta, não se submete a essas coisas.
O que o Senhor Jesus touxe-nos foi realmente a liberdade: 'e conhecereis a verdade e a liberdade vos libertará' (João 8:32). Há ensinamento de conduta: 'ouviste o que foi dito? Não adulterarás. Eu porém vos digo se alguém atentar para uma mulher e a cobiçar, no coração já adulterou com ela'; profundo isso, pois não é o ato em si, mas o desejo pernicioso é que vale. Precisamos pensar, agir como o mestre fazia. Isso é diferente de religião. Isso é praticar os ensinamentos do filho de Deus, é viver a palavra de Deus. Hoje, vive-se tudo, menos a palavra. Temos de ser praticantes e não apenas ouvintes esquecidos. (Tiago 1:22) Amai-vos uns aos outros, disse Jesus; quem ama não defrauda, quem ama não rouba, quem ama não cobiça o que é dos outros...
Obedeçamos ao senhor Jesus Cristo que quer o nosso melhor; que quer nos fazer mais que vencedores. (Romanos 8:37) A lei da liberdade nos leva a uma vida de sucesso, a uma vida no mais alto nível, a uma vida de acordo com a vontade de Deus, uma vida plena. Deus seja louvado.

domingo, 11 de agosto de 2019

Rude Cruz

Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu. O dia foge quando vê algo da envergadura que aconteceu ali no Gólgota. Houve trevas em plena terceira hora do dia! Rochas se fenderam: um espetáculo insólito, único dessa natureza. O Senhor Deus vira o rosto para não ver tal atrocidade. Vitupério como jamais visto: o Senhor Jesus Cristo sendo imolado, sacrificado em um madeiro que no dizer das Escrituras, maldito. "Maldito todo aquele que for pendurado em um madeiro" (Gálatas 3) Ele se fez maldito para que os que creem passam a se fazer benditos. O inocente foi feito culpado para que o culpado se faça inocente - esta é a maravilha da Graça divina!
Cruz do Senhor, única, sem igual, incomparável. Cruz do Salvador. Sem ela, nada é possível. Nada funciona. Nela alcançamos o perdão, nela obtemos as repostas para as grandes perguntas da vida.
Temos de nos voltar ao calvário; ali Jesus trouxe-nos de volta à comunhão com o Pai, o que tanto precisamos. O homem, por causa do pecado realizado ali no Éden, ficou separado de Deus. Essa separação trás morte. Morte que é a natureza de satanás. Natureza maligna que destrói a humanidade. Impropérios, doença de toda sorte, guerras, rumores de guerras, destruição, morte. A cruz de nosso senhor Jesus Cristo nos liberta de tudo isso. Cheguemos, contritos ao pé da cruz e nos humilhemos ante o Senhor e recebamos dEle tudo quanto necessitamos para uma vida plena de sucesso.
Rude cruz, quer dizer de um ato sublime acontecido lá no monte Caveira com repercussão eterna, na Terra e também no Céu. Deus olha para este mundo e não o condena pois Ele nos olha através da cruz. A lente de Deus é a cruz do Calvário. Através desta lente, Ele nos vê propensos ao arrependimento, propensos ao retorno à Ele. A Cruz do Senhor é tudo que precisamos. Olhemos para a cruz e nos firmemos nela. Ela que atenua muitas decisões do Senhor. Nela, o Senhor Jesus deu a sua vida pelo mais vil pecador; dela vem graça e luz. Graça que é um presente não merecido, graça que inaugura a última dispensação, a dispensação da Graça. Enquanto a porta da graça não houver fechada, ela continuará salvando os que creem. Creamos no sacrifício da cruz, recebamos os benefícios dela e sejamos mais que vencedores pela mensagem da cruz.

domingo, 4 de agosto de 2019

Porque seguir a Jesus

Seguir a Jesus implica em grandes benécias; não só material, mas, e sobretudo, espiritual. Ele nos ensina a nos livrarmos de muita coisa ruim. Ele nos ensina a nos livrarmos de nós mesmos. O nosso maior inimigo não está fora; mas dentro de nós! É o nosso eu. Nosso ser interior, o nosso verdadeiro homem; o homem de dentro. Que precisa nascer de novo; que tem que tornar-se uma nova criatura; que tem que ser recriado em Cristo. Já houve quem dissesse que para mudar o mundo preciso primeiro mudar-me a mim. Sou eu, o grande problema existente no mundo, eu como velha criatura, de posse da natureza adâmica, sou péssimo. O homem foi gerado em pecado. Nasce pecador e vive pecando. Nasce à revelia da vontade divina. É mister então o novo nascimento: 'tem que nascer da água e do Espírito'. Sem esse novo nascimento não dá. O Senhor nos ensina a fugir do pecado: "fugir da aparência do mal" (1 Tessalonicensses 5:22).
Seguir a Jesus, pois ele é o único caminho que nos leva de volta a Deus. O homem distante de Deus sofre fome espiritual; só o pão da vida que é Cristo pode saciar-lhe a fome. Jesus disse: "Quem tem sede que venha a mim e beba" (João 7:37).
As necessidades básicas do ser humano são basicamente saciadas em Jesus. Você precisa de paz? Ele é o príncipe da paz. Receba Jesus e tenha perfeita paz. Seguir a Jesus é uma vida de companheirismo, não é uma mera religião, é um comprometimento pessoal. Jesus é uma pessoa; o que precisamos é nos relacionarmos com esta pessoa. Religião não salva. Só Jesus Cristo salva.
Seguir a Jesus é ter um companheiro para a eternidade. E ele só será algo para você lá se aqui ele for o seu salvador. Se você não aprender com ele aqui e agora como viver lá, não tem como viver lá; você será um estranho no ninho. Como viver lá se você não tem amor? Lá é um lugar de amor. Jesus disse: "Estive preso e não foste me visitar; estive nu e não me deste roupa para vestir; estive com fome e não me destes de comer", vejam, é uma questão de amor, temos de amar aos nossos semelhantes. Só se conhece que alguém é de Jesus quando esse alguém ama. Amar é a tônica principal de quem segue Jesus. Amar não de boca; amor não sentimento; amor fidelidade que se manifesta em atos e considerações. Seguir a Jesus é viver a palavra de Deus. Coloca-la em prática. Palavra viva e eficaz. (Hebreus 4:12) Ela realiza a obra para qual foi destinada. A obra de salvação do ser humano, que salva corpo, alma e espírito, salvação completa sem as limitações impostas pelo tempo e pela matéria.

domingo, 14 de julho de 2019

O Rico e o Lázaro II

Vivemos num mundo onde se valoriza a fama, a glória, a riqueza enfim, tudo o que é material. Pensa-se só em ter, possuir, adiquirir algo sempre.
Nessa parábola que nos propôs o senhor Jesus, vemos claramente que não é bem assim que o Senhor nos quer. O Senhor deseja que sejamos desprendidos dessas coisas materiais: "Pensai nas coisas que são de cima", disse Jesus! Lázaro era uma pessoa que tinha nome para Deus; o rico não. O rico não tinha nome, só um rico... Você precisa ter um nome para Deus e não para o mundo: 'o mundo passa e as suas concupicências; mas, o que faz a vontade do pai permanece para sempre'.
O rico só pensava em suas riquezas e opulências; não dava sequer migalhas para o mendigo Lázaro. Ambos morrem e um vai para o Hades, e o outro para o seio de Abraão. Que diferença! Enquanto um vivia para os deleites da carne, o outro vivia no oposto.
Ele tinha um nome para Deus! Do inferno, onde estava, o rico começa a dar ordens: "mande que o Lázaro venha e molhe a minha língua, pois estou em tormentos". Rico sempre quer mandar; inclusive do inferno. "Manda que Lázaro avise meus familiares para que eles não venham também para cá".
Ele nunca dera um pão sequer para saciar a fome de Lázaro, mas agora ele queria que este ressucitasse e fizesse um trabalhinho para ele. Que audácia, do inferno onde se encontrava, queria continuar ganancioso, presunçoso, avarento como sempre fora. A resposta que ele recebe não é muito alentadora: "Nem que alguém ressucite, eles creriam", como que dizendo: "Que eles possam crer em o que está sendo pregado em vida - a palavra de Deus - que era pregada a grandes bátegas: "eles tem Moisés e os profetas, ouça-nos" (Lucas 16:29). Em vida você teve tudo de bom e do melhor; agora você é atormentado e o outro abençoado.
O mundo caminha ao revés: o que valorizamos aqui nada vale. Aqui se valoriza muito o ter dinheiro etc.. No mundo de Deus não é assim, não se pensa em valores monetários: pensa-se em servir a Deus! Aqui as ruas são pavimentadas com paralelepípedos e asfalto e só se pensa em dinheiro... lá as ruas são pavimentadas de ouro; onde não se pensa em dinheiro; as portas dessa cidade, suas maçanetas são de pérolas e isso fica de fora, pois usa-se pérolas para ornamentos como colares, pulseiras, queremos mostrar tais riquezas, lá não, ficam de fora.
Pensemos mais nas coisas que são de cima e vivamos melhor. Amém.

domingo, 9 de setembro de 2018

Em pé

Põe-te em pé e falarei contigo”. Foi o que Deus disse a um de seus profetas. Deus não fala com caídos! Deus não fala com prostrados... É preciso se por em pé. O filho pródigo disse: "Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti, não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros...” Ele disse: levantar-me-ei, ou seja, me colocarei de pé; ele estava caído. O homem afastado de Deus está caído e é mister levantar-se. Deus está na congregação dos poderosos, diz o texto sagrado. (Salmos 82.1). Deus não está na congregação dos fracassados, dos derrotados, dos caídos, põe-te em pé e falarei contigo. É preciso, por parte do homem uma iniciativa, é preciso o homem dar o primeiro passo na direção de Deus. “Chegai-vos a Deus, e Ele se chagará a vos!” É o conselho de Tiago (4:8). O homem precisa dar o primeiro passo, requer-se autoconhecimento, tem que reconhecer-se pecador, e que precisa da ajuda de Deus. O pecado é única coisa que separa o homem de Deus (Is. 59.2). E, estar separado de Deus é morte, é estar caído; caído não, prostrado, nocauteado, precisando de ajuda.

Põe-te em pé que falarei contigo: Deus quer falar ao homem, com o intuito de abençoá-lo. O homem é o grande necessitado, mas mesmo assim Deus o espera... A parábola diz: todos os dias o pai ficava a olhar pelo caminho se o filho voltaria. Um dia, que lindo dia, o pai está a olhar estrada à fora, de repente, quem ele vê? É o meu filho, todo desfigurado, todo feio, maltrapilho, fedendo; o pecado fede!!! Mesmo assim o pai corre e o abraça (não é porque o filho caiu na lama e se sujou que deixou de ser filho, continua filho é só lavar, pela lavagem da regeneração e ele estará limpo novamente!!!) Veja, partiu do filho a iniciativa, “Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai...” Oh! É imprescindível por parte do homem caído levantar-se! Deixe o resto com Jesus, Ele fará o necessário para a limpeza total.

domingo, 12 de agosto de 2018

Redondas como os mundos

Foi o poeta português A. Correia de Oliveira que disse:

São um universo
De dor e são redondas como os mundos
”.

De fato: o que há de impressionante numa lágrima é o tamanho. Tamanho de uma gota. De uma gota apenas. Mas, onde cabe um mundo de dor. Ou um universo de dor, como escreveu o poeta. Microcosmos. É possível que em tão pouco espaço possa caber a dor de um pai humilhado pela traição do filho? Aconteceu com Davi, rei de Israel, seu Absalão conspirou e conseguiu despojá-lo do trono. Davi, descalço, a cabeça coberta, entrou em Jerusalém, subindo o Monte das Oliveira e chorando. O povo seguia-o chorando também – que dor haveria maior que essa, que cabe numa lágrima?
Jesus cruzando com um acompanhamento fúnebre. Atrás do esquife uma mulher chora, desgrenhada, a morte do filho, até que Jesus lhe diz: “Mulher, não chores”. E, a seguir, ressuscita o morto. Lágrimas de mãe que perde o filho não são um universo de dor?
Então Deus fez as lágrimas, como fez os mundos. Fê-las maiores por dentro do que por fora: por fora, uma gota; por dentro, um universo – só Deus poderia realizar esse milagre. E para quê? Para suavizar a dor. Para diluí-la.
Antonio Sales disse bem, em ‘cantigas’:

Quando a alma a dor não comporta, chora, que assim tua mágoa se tornará menos forte.
- a dor é solúvel n’água...


Houve um homem que fez das lágrimas um universo de dor – esse, sim, um universo de dor: Jesus. Ele chorou três vezes, segundo os evangelhos. Chorou diante de Jerusalém, a cidade rebelde. Rebelde porque o rejeitou: Cristo foi crucificado em Jerusalém. E Jesus viu o resultado dessa incredulidade: a cidade Santa sitiada pelas tropas de Tito no ano LXX d.C. Mães comendo os próprios filhos. O templo incendiado. Diante daquele quadro apocalíptico que poderia Jesus fazer senão chorar?
Ele chorou diante do Tumulo de Lázaro, a quem iria ressuscitar. Chorou vendo as irmãs do morto chorar. Chorou porque amava aquela família a quem não podia ver chorar.
E chorou no Getsêmane. Não de medo, mas de sofrimento, tendo aos ombros, ainda que não no coração a carga imensa de nossos pecados. Nenhuma lágrima houve na terra que tivesse mais conteúdo que as lágrimas de Jesus.
Se Jesus chorou por quê não havemos nós de chorar também?
Lágrima não é vergonha. Pelo contrário, como escreveu Belmiro Braga:

Senhor, a lágrima é a maior esmola que Tu nos deste a nós, depois da prece”.

domingo, 5 de agosto de 2018

Deus tem um plano


Se para as estrelas, Ele deu imenso firmamento; se para os rios, Ele deu os leitos, para o homem, Ele tem um plano. Mas, que plano? Plano de salvação. Ele deseja salvar o homem. O homem por obstinação desviou-se de Deus. Transgrediu. Prevaricou. Pecou. Como resultado dessa sedição a Deus, apareceu a morte. Nasceu a morte! “tão certo como a justiça conduz para a vida, assim o que segue o mal, assim para a sua morte o faz” (Prov.11:19). O pecado gera a morte! Sabemos que entre Deus e o homem havia comunhão. Deus o visitava todos os dias. “E, ouviram a voz do Senhor Deus que passeava no jardim pela viração do dia. E escondendo-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as arvores do jardim” (Gê 3:8). Após a transgressão não havia mais comunhão entre Deus e o homem. O pecado separa o homem de Deus. Adão, ao ter consciência do pecado, logo foge, ou melhor, busca fugir, da presença do Senhor Deus. Que pena! O pecado foi quem o coagiu a isso. Deus viu que o homem não pode viver longe, distante dEle, e por isso Providenciou um plano de salvação para o homem. Um meio de tornar a ligar o homem consigo. O homem, como já dissemos desligou-se de Deus pelo pecado. Mas, Deus é amor! Não deixou o homem perecer: “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Só depende do próprio homem sua salvação. Se aceita o plano de Deus, é salvo; se rejeita, é condenado.
O homem quis perder-se. Mesmo assim o amor de Deus o alcançou. Esse amor imanente. O amor de Deus é amor imanente. “Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8). O plano de Deus é salvar. Sim, salvar. Enviou o seu Filho único e todo suficiente salvador – Jesus para... buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). Então, porque não aceitar o plano de Deus? “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, mediante nosso Senhor Jesus Cristo (I Ts 5:9).

domingo, 29 de julho de 2018

O dia do ajuste de contas

“Não vos enganeis, escreveu São Paulo, de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear isso também ceifará” (gl 6:7). Essa é uma lei natural, quem semeia trigo colhe trigo e não cevada. Ela é também uma lei espiritual, quem semeia o bem ceifará o bem; quem semeia o mal ceifará o mal. Essa inexorável lei da semeadura e da ceifa opera dentro dos limites da presente vida: quem semeia o bem colherá o bem e quem semeia o mal colherá o mal. Assim num mais amplo sentido dizemos que a presente vida é a semeadura e a eternidade a colheita. O que se entrega ao ócio colhe a pobreza; o que pratica a mentira o fruto destrói o seu bom nome; o que se entrega aos vícios colhe a doença... assim, o que semeamos será o que colheremos. Naturalmente o que semeia o mal não deseja que haja colheita do mal que semeia: muito crime grave nunca chega a ser desvendado; os seus autores não são apanhados, mas mesmo quando chegam a ser conhecidos nem sempre recebem a punição merecida; por vezes, duvida-se da vantagem de ser justo; pois, o mal aparentemente é que triunfa! “vós dizeis inútil é servir a Deus; os que cometem impiedade prosperam; sim, eles tentam ao Senhor e escapam” (Ml 3:14). Mas haverá um ajuste. Haverá um dia em que o caminho de todos os homens passará pelo encontro com o Senhor! Por muito que o queira ninguém fugirá disso. Deus, o rei do universo e reto juiz a seu tempo intervirá e fará justiça. Nós caminhamos para um fim [1], para um ajuste. Haverá o dia do juízo final. Este dia está perto. Naquele dia veremos, novamente a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve (Ml 3:18). Então, o que faremos para sermos salvos? Visto que todos semeamos a má semeadura em Adão? A resposta é: anulando a semeadura da vida pela aceitação do Salvador Jesus Cristo! Essa é a maravilha da graça divina. O inocente foi feito culpado para que o culpado se faça inocente. Cristo pagou todo preço pelo nosso pecado. Hoje, ao recebermos o Senhor Jesus Cristo, Deus nos vê sem pecado, novas criaturas (II Co 5:17). Deus credita à nossa conta o perdão de Jesus: meu pecado foi castigado em Jesus. Não tenho que pagar a mesma conta duas vezes, Ele a pagou por mim.

domingo, 8 de julho de 2018

Um eleito

Sim, um eleito do Senhor! Quem o olhasse iria ver um diácono; somente um diácono. Quase sempre vemos as pessoas pelo que aparenta ser; somente pela aparência. Só que as aparências enganam e como enganam! Pregava como poucos, arrebanhava multidões para ouvirem a palavra de Deus. Realizava feitos notórios: enfermos eram curados, pessoas libertas de espíritos malignos...

Mas, quem era esse homem? Estevam, um pregador simples porém poderoso no Senhor. Acontece que todos que estiverem em evidência, subindo nos seus feitos serão perseguidos. Os judeus não conseguiram tanto: suas reuniões nas sinagogas eram reuniões vazias do poder de Deus. Eram reuniões meramente religiosas, sem a ação do Espírito Santo. Eram formais. Eram litúrgicas, meros rituais sem a operação do poder de Deus. Havia uma senhora curvada que frequentava regularmente a sinagoga e continuava assim; até que o Senhor Jesus a viu curando-a plenamente (Lucas 13:11).

A fúria da turba logo se manifestou contra aquele que fazia a obra de Deus. Reuniram-se alguns e proferindo mentiras contra o servo de Deus, incitaram o povo a fazer um homicídio. Quiseram matar Estevam que olhando para o céu e vendo o Filho de Deus em pé o aguardando, disse numa prece de uma eloquência dramática: ‘não lhes impute este pecado; Senhor Jesus recebe o meu espírito’. É sempre assim quem sobe; sempre é apedrejado. Os que não conseguem subir são movidos de uma grande inveja, a ponto de odiar aqueles que lhe são úteis.

O eleito prega a palavra de Deus sem se importar com o que possa acontecer. Tudo para a glória de Deus.


O que importa é a salvação de almas para o reino de Deus. Engrandeçamos, pois, o reino de Deus salvando a muitos.

domingo, 24 de junho de 2018

Ele veio aqui

Conversando com uma pessoa dias atrás, fui indagado de forma brusca e repentina: a pessoas dizia que o mundo está passando por momentos muito difíceis; guerras, terremotos, violência, pai contra filho; filho contra pai e por aí adiante. E a referida pessoa disse “Deus precisa descer aqui e resolver o problema”. Achando que Deus tem a culpa do que esta acontecendo... Esperando que eu me uniria à ele nesta afirmativa, esperou que eu me manifestasse o que de fato aconteceu – eu lhe disse que Deus já esteve aqui e disse à ele “você viu o que fizeram com ele?” Maltrataram, cuspiram-lhe no rosto, desfizeram dEle e por fim o levaram ao monte Caveira, Gólgota e ali O crucificaram, sem dó nem piedade.

E depois que Ele estava morto na cruz um soldado romano enfiou-lhe uma lança no seu lado esquerdo para realmente provar que estava morto... isto muito nos magoa, nos causa asco, não se faz isso nem à um criminoso, muito menos ao Senhor Jesus, Deus conosco que aqui veio e gastou a Sua vida para nos salvar, para nos garantir vida eterna, vida realmente vida.

Ele veio aqui, mas aqui não voltará mais; senão quando nas nuvens vier buscar a Sua amada igreja que ele ansiosamente espera para as bodas do Cordeiro. Pisar nesta terra? Nunca mais!!! Isto aqui pode ir de mal à pior; Ele não virá mais aqui. Compete à nós os que cremos nEle levar a mensagem salvadora do evangelho que ele deixou, evangelho que é boas novas de salvação para um mundo perdido, sem Jesus. Ele vem nas nuvens, arrebatar Sua noiva, ela sim O está esperando pois sem Jesus, nada vale neste mundo.

Você pode ter casa, carro, dinheiro, luxo e tudo o mais inclusive fama, glamour e sucesso, porém sem Jesus isso é nada. Ele gastou sua vida aqui para levar pecadores ao arrependimento. A vida mais preciso do Universo sendo gasta para salvar vidas que nada valem: Esta é a maravilha da graça divina o inocente se fez culpado para que o culpado se faça inocente.

Queres resolver o problemas do mundo como meu interlocutor queria? Simples: tenha Jesus, pois só Jesus muda o mundo para melhor. Ele o remédio que Deus preparou para os males desta vida.

Tenha Jesus e vida melhor!

Jesus é o caminho, a verdade e a vida. (Jo:14:6)

domingo, 10 de junho de 2018

Tribulação

O termo grego ‘peirasmo’ aqui traduzido por provação, é a palavra geralmente usada para indicar tentação.

Há pessoas que se não forem atribuladas, afligidas, não se emendam. Não se corrigem. O salmista assim declara: “Antes de ser afligido andava errado, mas agora, guardo a tua palavra” (Sl 119:67). A tribulação parece-nos inconveniente, mas através dela muita gente se conserta. O Salmista, em seu próprio dizer, andava errado..., como sem rédea, sem destino. Tribulação em nosso dicionário quer dizer grande aflição, infortúnio... mas, Deus se vale dela para corrigir os seus filhos.

Infortúnio quer dizer infelicidade, desventura, desgraça. Mas, tudo isso só nos vem para o nosso próprio bem! É passageiro, fugaz. De curto prazo. Só o necessário para que nos compenetremos no nosso erro. A tribulação aparece-nos de muitas maneiras: sempre com um só escopo. Alguém já disse que ‘no vale escuro, achei-me a sós com Deus’; sim, nas horas mais difíceis é que nos achegamos mais a Ele. Há, em um hinário, muito usado nosso, um hino cuja estrofe versa “...os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação e do céu as lindas melodias se ouviram na escuridão” (Hc 126). Deus, as vezes, permite a tribulação a fim de que O busquemos com mais veemência. É plano dEle! Em ocasião de apertos, ele descobre os seus erros e perfídias. O aperfeiçoamento da vida cristã se dá na provação. Tiago diz que é bem aventurado o varão que sofre a provação.

“Antes de ser afligido andava errado”. Realmente em aflição, quando cercados por todos os lados, o cristão verdadeiro acha um escape para cima, para Deus. “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121: 1,2). A tendência é logo, buscar a Deus. Resulta disso que devemos dar graças a Deus pelas tribulações; pois, nelas temos o ensino divino.

O salmista conclui: “foi-me bom ter sido afligido para que aprendesse os teus estatutos” (Sl 119:71). Aprendemos muito em tribulação. “Bem aventurado o varão que sofre a tentação, porque quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que O amam” (Tg 1:12). De formas diversas tem Deus nos admoestado e ensinado; mas, só aprendemos pelo meio mais rude: na tribulação.

domingo, 27 de maio de 2018

As três cruzes


   Há três cruzes no Calvário: A cruz à direita – zombaria. “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós” (Lc 23:39).

    A cruz à esquerda – arrependimento e fé: “e disse a Jesus Senhor: lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (Lc 23:42).
E a cruz do centro – sofrimento vicário: o sofrimento de nosso Senhor por nós.

    Hoje ainda há três cruzes: os que zombam do evangelho, desconhecendo ser o Poder de Deus para a salvação do que crê (Rm 1:16). Não sabendo que não há outro meio de aproximação a Deus, senão por Ele: Jesus. Zombar é sinal de ignorância, de prova cabal de falta de conhecimento. Zombar é sinal de inferioridade. De baixeza. Zombar do evangelho é zombar do próprio Senhor Jesus, que o instituiu. É Ele o fundador do cristianismo. Jesus deu Sua vida ali no Gólgota, deixando assim o selo máximo de seu amor pelos perdidos, através do Evangelho. Aceitar o evangelho, a graça de Deus revelada em Jesus, é compenetrar-se do seu estado lastimável diante de Deus em arrependimento. A maior prova de arrependimento é a renúncia própria. É deixar de praticar os delitos de antes, aceitando a graça de Deus pela fé. E a fé vem de Deus, o homem por si só não pode ter fé.


    Fé é uma graça subjetiva: Deus em nós, enquanto que a cruz é uma graça objetiva: Deus por nós.

    Fé é Graça. Dom de Deus. Ninguém tem mais fé por ser mais simpático ou bonzinho. E ninguém tem menos fé por ser antipático ou feio. Fé é Deus em nós. O ladrão da cruz arrependeu-se e com fé declarou: “e nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que nossos feitos mereciam: mas este (referindo-se a Jesus, nenhum mal fez)” (Lc 23:41). Com o efeito do arrependimento ele já repreendera o outro impenitente, que não aceitou o perdão do Senhor, rejeitando a salvação. Diz o texto: “tu nem ainda temes a Deus estando na mesma condenação” (Lc 23:40). A pessoa salva movida pelo efeito do arrependimento procura levar outras pessoas ao arrependimento, à salvação.

    Aquele malfeitor, agora salvo, tornou-se num átimo pregador do evangelho: diante do que rejeitara e de toda a multidão. Mesmo sem ter cursado um seminário, ele evangelizou. E o Senhor afirma-lhe enfaticamente: “em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23:43).

    Agora, a cruz de Cristo. Cruz impar; porque não tem par, mesmo no meio de muitas cruzes. Cruz de verdade, não de mentira. Cruz que foi instrumento de suplício. Rude. Grosseira. Duas peças de madeira atravessadas uma sobre a outra. Manchada de sangue. Cruz igual a qualquer outra destinada ao mesmo fim: “e, quando chegaram ao lugar chamado caveira, o crucificaram...” (Lc 23:33). A cruz, que para os judeus é escândalo e os gregos consideravam-na na loucura. E, para Deus o crucificado era maldito: “maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Dt 21:23).

    A cruz de Cristo foi, assim, suplicio e maldição. Mais, porém do que qualquer outra. Porque quanto ao suplício Ele não merecia. Por ser inocente? Não. Por ser santo. Imaculado. E quanto à maldição – Ele se fez por nós. Por todos nós. Maldição não de um, mas de todos os homens.

    Aceitemos então o Seu sofrimento em nosso lugar. Por nós!